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domingo, 17 de agosto de 2014

SOLIDÃO...
Solidão não é a falta de gente para conversar,
namorar, passear ou fazer sexo... isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos
pela ausência de entes queridos que não podem
mais voltar... isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente
se impõe as vezes, para realinhar os pensamentos...
isto é equilíbrio.
Tampouco é o retiro involuntário que o destino
nos impõe compulsoriamente para que revejamos a
nossa vida... isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
isto é circunstância.
Solidão é muito mais que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos
e procuramos em vão, pela nossa Alma!

Darcy Raposo

sábado, 28 de dezembro de 2013

Poesia..és luz do luar ....do céu que cobre a natureza ....
da brisa que acaricia....do vento que mexe com o mar ...do mar que envolve ..embola nossos corpos ... 
Poesia..vou .. não mais para poetar ..simplesmente 
para contigo viajar em seus voo mágico ..
Simples assim ..poesia .



Darcy Raposo

sábado, 21 de setembro de 2013

BUSCA-ME

Busca-me!
Da solidão de minhas horas
traga-me para seus braços
para sua ternura,
aqueça meu coração no calor do teu sol.

Busca-me!
Nesta tristeza infinita
nesta ausência de beijos
nesta falta de paz.

Busca-me!
De meus sonhos
onde te espero a cada dia
numa profunda agonia
numa dor que não se acaba.

Busca-me,
eu te preciso tanto.

D.R

FOLHAS SECAS

Embrulho meu coração em folhas secas
Folhas vermelhas, amarelas,
Folhas de outono.
Folhas que margeiam este caminho
Folhas caídas, levadas no sopro do vento
Folhas mortas,
Caem como gotas de chuva
De uma chuva seca...
Estas folhas vermelhas
Tingidas de sangue
Corroídas pela ferrugem ainda guardam
Um pouco do perfume das tuas mãos, e
Acolhem meus pés
Neste caminho, que não me leva há lugar algum...

PIMENTA VERMELHA

PIMENTA VERMELHA

Amo o teu cheiro
de mato verde/capim limão,
quente como a pimenta vermelha...

Amo o teu cheiro
de poeira de estrela/cadente/cometa
no céu dos meus olhos...

Amo o teu cheiro
de amor depois do banho,
de calor depois do sol...

Amo o teu cheiro
no meu corpo/amor perfeito
sempre teu alucinado amor, meu!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

AMANHECEU

Ah, essa manhã serenada
coberta de orvalho
esse canto dos bem te vís
esse grito lamentoso do joão de barro
cuja casa caiu com os ventos da noite...

Essas teias de aranha,
feito um colar de pequeninas perolas d´água
reluzentes sob o sol,
as florzinhas de trevos
espalhadas pela grama
recebem abelhas,
uma por uma com seu zumbidinho manso...

E a manhã desperta e 


das grimpas dos pinheiros
o sereno escorre em lágrimas de água doce
beijando a terra mais uma vez...

... Bom dia meu amor, olha a vida explodindo lá fora!

CINZAS

Quando choro minha tristeza
escondo-me na solidão negra,
onde somente os loucos fazem euforia.
Rasgo meu coração deste amor insano,
pinto meu corpo de cinzas e sebo
numa alegoria ao Paraíso de Dante.
Penduro meus coágulos de sangue 
feito um colar, funesto colar balançando este
pranto amargo de
estrelas imaturas que escorrem do céu
e pingam nas poças d'água
iluminando minha imortal tristeza... 

MEUS MOMENTOS

Espalho os meus momentos
Por estas ruas
Nuas ruas onde ecoam meus passos.
E deixo minhas palavras, soltas
Como pipas ao vento...
Jogo minhas letras
Em cachoeira, formam
Palavras como gotas dágua,
Molham a alma quando os olhos estão secos.
Ainda é madrugada...
A lua beija as estrelas
Ouço uma velha música,
Nem sei de onde vem...
Fala de amor. Fala da dor
Que nunca se acaba dentro de nós.
Deixa um vazio
Um gosto de ausência
Um não saber porque...
Uma falta de tempo

O VENTO

O VENTO

Esse animal que habita em mim
as vezes me domina
corre por minhas veias
abre meu coração
deixando-me livre de mim.


Uma vez liberta
agarro-me na leveza do vento
e viajo pela imensidão
Não há fronteiras,
não há limites.

Apenas o vento soprando sua história
movendo areias, levando folhas
lambendo chamas desse fogo
que ainda me queima.

E nesse vento, me deixo levar
percorrendo minha existência
revendo minha história
até saciar-me por completo
e pousar nos olhos da minha alma.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

VONTADES





Vontades.
Hoje estou com vontade de amar, estou com vontade de chorar, de ser feliz. Falar, ficar envergonhada, gritar. Correr, cair e me levantar. Rir incontrolavelmente, sem regras nem boas maneiras. Ler, ler, ler. Ouvir, ver e falar. Subir, descer. Beijar e abraçar. Falar de boca cheia, questionar. Comer besteira, falar besteira. Pular. Sentir o vento tocando meus cabelos, me arrepiar e me jogar no mar. Sentir medo e dizer: eu te amo. Perdoar e agradecer. Sonhar e sonhar...
Estou com vontade de viver tudo que está guardado pra mim, como se isso aqui
nunca tivesse fim.
(Rebeca Amaral)

terça-feira, 15 de março de 2011

AMANHECI EM TI















Nos teus olhos vi o amanhecer que me abriu de novo a alma,
acordei a teu lado sem saberes,
despertei as células adormecidas em mim e voltei a viver,
renasci na areia que já tinha pisado,
e colei-me a ti.
Estou contigo sem saberes,
acompanho-te, sabendo que me sentes,
na forma de um sorriso que te preenche,
na forma de uma gota de perfume,
que te lembra que eu existo,
que te faz recordar aquilo que nunca fomos,
e te faz desejar ter mais, do que nos demos um dia.
Hoje, reabri a porta que amanhã se pode fechar,
quando traçares a tua noite por cima do meu Sol,
quando disseres ao vento que não vale a pena,
e quando as nuvens,
cúmplices da minha tristeza,
se juntarem a mim numa tempestade de lágrimas
que serão as minhas e as tuas.
Porque Eu sou Tu, e Tu és Eu.

Darcy Raposo
1995

sábado, 12 de março de 2011

NOUTRORAS







Noutroras


Que vais dizer,
se noutroras disseste a ti mesmo
que amavas aquela menina,
mulher e menina,
e seus braços abertos,
e seu riso de menina e mulher?

Que vais lhe dizer,
se noutroras criaste a coragem
e perdeste a coragem mil vezes,
se lhe roubaste mil beijos
mas eram mil sonhos,
e nunca nenhum beijo aconteceu?

Que vais lhe dizer?
Acho que não lhe dirás nada,
mas apenas
a verás passar outra vez
na rua da tua vida apaixonada.

Como noutroras,
e como nos mil amanhãs por vir
aquela menina mulher jamais saberá
o quanto foi amada.

Darcy Raposo

CAMINHOS








Caminhos...





Tu me disseste o teu não tão rapidamente!
Foram-se os anos, e eu ainda não te disse
o meu...

Sobre a chuva, quando nós nos conhecemos
não direi nada.

Sobre os sorrisos, e o doce som do teu riso,
eu me calarei.

Sobre teu beijo, hei de escrever um poema
algum dia.

Mas por este tempo, eu direi apenas isso:
que a vida tem caminhos muito dolorosos,
outros maravilhosos,

e foi num desses caminhos que eu te conheci.

Darcy Raposo

RIMA






Rima



Eu te sigo
nas asas de um poema,
ressabiado da altura vertiginosa!

Preferia seguir-te nos passos
da prosa,
no rastro do teu perfume,

mas meu coração se enche
de ciúme
dos que buscam te amar
como eu te amo...

Amo teu nome, e se acontece
que não o chamo,
é que desconfio que sabes
que me conquistaste...

Um dia, eu dava minha alma a rimar
e tu rimaste
na rima perfeita da tua.

Ah! Menina! Como eu queria morar
na tua rua!!
Ah! Sim, decerto! Decerto!

Estás tão longe!
Mas, meu amor, como estás perto,
como estás perto!

Darcy Raposo

A MENINA EM MIM









Eu era muitas.


Ali, sentada na varanda espiando a noite que passa, eu era dura. Era menina que chora e pede colo de Deus também. Era menina esvoaçante, cheia das vontades e abundantes quereres. Era menina matreira, carregada de medos e sonhos grandões. Era menina que se cuida e se arrisca, menina que mede os passos e que se joga. Menina que morde, menina que assopra. Eu era muitas.

Ali, sentada na varanda espiando a noite que passa, eu era firme. Era menina que estende os braços e abriga as pessoas com sorriso. Era menina danada, cheia de palavras boas e bem-querer. Era menina moleca, carregada de amor e ilusões. Era menina que chora e aplaude, menina que pisa na bola e que sorri. Menina que chora, menina que vibra. Eu era muitas. Ali sentada na varanda espiando a noite que passa, escolhendo a menina que caberia em mim.


Hoje eu tou pra menina semeadora do bem. Plantando sonhos nos quintais dos Homens.


Darcy Raposo

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

LUA

















Lua
Apenas você consegue ouvir a minha alma
Você, Lua
Quantas são as canções que ressoam
Desejos que através dos séculos
Marcaram o céu para chegar a você
Porto para poetas que não escrevem
E seguidamente perdem suas cabeças
Você que acolhe os suspiros de quem sofre por amor
E doa um sonho a cada alma
Lua que me olha agora, ouça-me
Apenas você consegue ouvir a minha alma
Você, Lua
Que conhece o tempo da eternidade
E a trilha estreita da verdade
Faça mais luz neste meu coração
Este coração de mulher que não sabe, não sabe
Que o amor pode esconder a dor
Como uma chama pode queimar-lhe a alma
Você, Lua
Você clareia o céu e a sua imensidão
Nos mostra somente a metade que quer
Como quase sempre depois nós faremos
Anjos de argila que não voam
Almas de papel que se incendeiam
Coração como folhas que depois caem
Sonhos feitos de ar que desaparecem
Filhos da terra e filhos seus
É a força que tudo movimenta e ilumina


Darcy Raposo

sábado, 29 de janeiro de 2011

SOLIDÃO
















ESTAR SOZINHA


Eu quero estar sozinha,talvez por toda a minha existência.
Não quero ter compromisso algum,
com ninguém.
Eu não sou de ninguém,
Eu sou livre.
Livre como uma gaivota
que voa no mar.
LIVRE,
sempre livre
livre pra escolher,
o que fazer,
para onde ir.
Livre para amar,
livre pra sofrer a perda de um amor,livre pra chorar e sofrer.
Porque assim estarei libertando dores.
Dores que me invadem a alma
por estar sozinha,
por nao sentir amor.

Darcy Raposo

sábado, 11 de dezembro de 2010

FLOR DA VIDA INTEIRA




I

Ali, no mais alto daquelas serras...
Nasceu mamãe...
Meu primeiro amor na terra...

II

Sendo bonita, muito bela...
Cumpre mãezinha com fulgor...
Sobre as serras iluminadas...
O teu destino de flor...

III

Meiga, formosa, amiga...
Acreditei quando falou...
Que o melhor nessa vida...
É rever os filhos que gerou...

IV

Mamãe, não é como a roseira...
Que mais brilham entre as flores...
Têm espinhos traiçoeiros...
Só dão rosas na primavera ...
O primeiro amor...
É flor a vida inteira...



Poesia de: Lourival A Ruiz